Hipertensão arterial: a doença silenciosa 

19/05/2019

A hipertensão arterial, popularmente chamada de pressão alta, atinge cerca de um bilhão de pessoas no mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). É o principal fator de risco para doenças cardiovasculares, como infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC).

No Brasil, aproximadamente 35% da população tem a enfermidade, segundo dados do Ministério da Saúde, mas metade nem sabe disso. Das pessoas que têm conhecimento, 50% fazem uso de medicação, e, dessas, apenas 45% têm a pressão controlada.

O que é hipertensão arterial?

Trata-se de uma doença crônica e degenerativa, caracterizada pelos níveis elevados da pressão sanguínea nas artérias.

"O sangue bombeado pelo coração exerce uma força contra as paredes internas dos vasos, e estes oferecem certa resistência a essa passagem, determinando a pressão. Quando algo não funciona bem neste sistema, ocorre a sua elevação".

Pelas diretrizes da OMS, uma pessoa é considerada hipertensa quando sua pressão sistólica (contração do coração) é maior que 140 milímetros de mercúrio (mmHg) e/ou a diastólica (relaxamento entre um batimento cardíaco e outro) igual ou maior que 90 mmHg - nos Estados Unidos, essa classificação foi alterada em 2017 para 13x8.

Porém, o médico explica que há variáveis. "Tudo vai depender dos fatores de risco associados. Tem pacientes que já precisam iniciar o tratamento quando a pressão passa de 120 mmHg", informa.

Além de ser uma doença, a hipertensão arterial é um fator de risco para outras enfermidades, como insuficiência renal, falência dos rins, demência e alterações na visão.

Mas o destaque fica para as cardiovasculares, pois elas são as que mais matam no mundo. Para se ter uma ideia, em 2017, no Brasil, foram mais de 383 mil mortes por esse motivo, segundo dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

"Se olharmos os atestados de óbito, veremos que a pressão alta desencadeou 80% dos casos de derrame cerebral e 60% dos de ataque cardíaco", relata Amodeo.

O que acontece é que a patologia provoca o estreitamento dos vasos e faz com que o coração precise bombear o sangue com cada vez mais força para impulsioná-lo por todo o organismo e depois recebê-lo de volta.

"Esse processo dilata o órgão, danifica as artérias e, consequentemente, favorece a ocorrência de ataques cardíacos e derrames cerebrais", pontua o cardiologista do HCor.

Tipos de hipertensão e fatores de risco

O principal tipo de pressão alta é o primário, aquele que começa na idade adulta e, normalmente, em pessoas com histórico familiar da doença comenta.Mas também há vários fatores que exercem influência. O número um é o consumo excessivo de sal. 

Apesar de ser recomendado no máximo 4g por dia, o brasileiro ingere de 10 a 12g, e isso inclui as quantidades utilizadas no preparo dos alimentos e também o que se encontra nos produtos processados e industrializados - enlatados, embutidos e conservas são alguns.

Os demais são: tabagismo, obesidade, estresse, colesterol alto, sedentarismo, poluição e diabetes.

Fora isso, sabe-se que a incidência da pressão alta é maior entre a população negra e que aumenta progressivamente com a idade - estima-se que 50% das pessoas com mais de 65 anos tenham o problema e 80% das com mais de 75 anos.

Outro tipo de hipertensão é o secundário, responsável por 3 a 5% dos diagnósticos. Nesta situação, a elevação da pressão se dá em decorrência de alguma enfermidade, como hipertireoidismo, hipotireoidismo, apneia do sono, tumor na glândula suprarenal e obstrução na artéria renal.

Há ainda a "hipertensão do avental branco", que caracteriza-se por valores anormais da pressão arterial quando medida no consultório e normais quando registrada pelo monitoramento ambulatorial e residencial, e a mascarada, que é justamente o contrário, ou seja, pressão baixa no consultório médico e alta no monitoramento ambulatorial e residencial.

Por fim, existe a doença hipertensiva específica da gestação (DHEG). Ela se apresenta nas formas de pré-eclâmpsia (aumento da pressão arterial acompanhada da eliminação de proteína pela urina) e eclâmpsia (complicação da pré-eclâmpsia, provoca pressão muito elevada e está associada a sintomas como convulsão, dor de cabeça e inchaço).

Sintomas, diagnóstico e tratamento

Outro tipo de hipertensão é o secundário, responsável por 3 a 5% dos diagnósticos. Nesta situação, a elevação da pressão se dá em decorrência de alguma enfermidade, como hipertireoidismo, hipotireoidismo, apneia do sono, tumor na glândula suprarenal e obstrução na artéria renal.

Há ainda a "hipertensão do avental branco", que caracteriza-se por valores anormais da pressão arterial quando medida no consultório e normais quando registrada pelo monitoramento ambulatorial e residencial, e a mascarada, que é justamente o contrário, ou seja, pressão baixa no consultório médico e alta no monitoramento ambulatorial e residencial.

Por fim, existe a doença hipertensiva específica da gestação (DHEG). Ela se apresenta nas formas de pré-eclâmpsia (aumento da pressão arterial acompanhada da eliminação de proteína pela urina) e eclâmpsia (complicação da pré-eclâmpsia, provoca pressão muito elevada e está associada a sintomas como convulsão, dor de cabeça e inchaço).