Síndrome de Burnout: quando o trabalho passa dos limites

21/02/2019

Cada vez mais os empregos se desenvolvem em contato com outras pessoas. Entre eles e, em particular, os relacionados ao setor da saúde. No entanto, as exigências dessa constante proximidade e troca interpessoal podem ter efeitos colaterais muito negativos. Um deles é conhecido como síndrome de burnout em profissionais de saúde. ou seja quando o trabalha passa dos limites. 

O burnout pode ser definido como uma reação emocional decorrente do ambiente organizacional ou de trabalho. Caracteriza-se por três sintomas principais: exaustão emocional, despersonalização e falta de realização pessoal. Além disso, tem consequências negativas tanto para a empresa em que a pessoa trabalha, quanto para sua própria saúde física e mental.


Os estados de ânimo têm um impacto direto em nossos pensamentos e comportamentos. Dependendo do estado em que nos encontramos, nossos julgamentos e decisões serão mais ou menos prejudicados, pois nos sentimos forçados, de uma forma ou de outra, a realizar tarefas ou problemas com diferentes atitudes.

Se tivemos problemas pessoais que nos condenam a uma espécie de estado de ansiedade perene, nosso desempenho profissional pode ser seriamente prejudicado. Isso acontece mesmo quando esses problemas não têm nada a ver com o trabalho em si. Ficamos distraídos, pouco concentrados, vulneráveis, imprecisos.

Tentar se concentrar no trabalho quando nossa cabeça está ocupada com outras questões é difícil, mas se este nível de concentração exigir que o nosso desempenho seja alto, a coisa fica ainda mais complicada.

O estado de ânimo positivo está associado a níveis mais elevados de criatividade, inovação e a uma maior flexibilidade cognitiva.

Nossos recursos de atenção são limitados, por isso notamos mais os efeitos negativos de um humor deprimido em tarefas que exigem um grande esforço cognitivo. A dificuldade aumenta se acrescentarmos ao nosso pensamento mental os "pensamentos ruminantes" posteriores gerados pela situação emocional.

Sintomas da síndrome de burnout em profissionais de saúde

Eles variam de acordo com a pessoa, as circunstâncias pessoais e as características próprias de seu trabalho. É claro que geralmente um dos primeiros sinais de alarme são a dificuldade de se levantar de manhã ou a fadiga crônica.

Além desse sinal, essa síndrome, também conhecida como desgaste ocupacional ou profissional ou do trabalhador consumido, desgastado, ou judiado, gera outros tipos de sintomas:

  • Psicossomáticos: dores de cabeça, desconforto gástrico, insônia, palpitações; além de fadiga crônica, dores no peito, hipertensão, resfriados frequentes e o surgimento de alergias.
  • Comportamentais: absenteísmo no trabalho, cinismo, apatia, hostilidade, suspeita, sarcasmo, pessimismo, irritabilidade, ansiedade generalizada e foco no trabalho.
  • Emocionais: frustração, tédio, distanciamento emocional, ansiedade, impaciência, desorientação e sensação permanente de impotência.
A Síndrome de Burnout é mais comum em profissões que exigem o contato direto com as pessoas, tais como: professores, assistentes sociais, bancários, enfermeiros, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, médicos e dentistas, dentre outros. 

Por outro lado, Pines, Aronson e Kafry (1981) consideram que a principal origem dessa patologia é o tédio ocupacional. A partir dele, consideram que surgiria uma série de consequências emocionais derivadas de:

  • Características internas do trabalho: turnos de trabalho, cronograma, segurança, estabilidade no cargo; também antiguidade profissional, incorporação de novas tecnologias nas organizações, nível de autonomia, significação de sucesso, salário, feedback ...
  • Características externas e pessoais: baixa tolerância ao fracasso e à frustração, necessidade de controle, indispensabilidade laboral, ambição, impaciência ou excesso de perfeccionismo e competitividade.

"O burnout é um estado de esgotamento físico, emocional e mental, causado pelo envolvimento contínuo da pessoa em situações que a afetam emocionalmente".

by renato MENDES


Até Breve !